🟥 CERBERUS — Governança do Estado Operacional
Sistema de auditoria soberana e backup a quente que captura o estado operacional completo em tempo real durante a execução de agentes de IA. Registra cada mutação em código, sistema, configurações e dados com metadados forenses, correlação por execução e validação contínua de integridade. Não depende de commits, não é passivo e não atua no nível de repositório. Opera durante a ação, permite rollback determinístico, reconstrução exata de incidentes e controle absoluto sobre agentes autônomos em ambientes críticos.
O CERBERUS é o núcleo de governança do estado operacional da Costa Favero. Ele torna possível operar sistemas e agentes autônomos em produção real garantindo rastreabilidade absoluta, prova técnica e reversibilidade determinística.
O Cerberus não é backup, não é versionamento, não é monitoramento isolado. Ele governa como, quando e em que condições a realidade técnica de um sistema pode mudar.
Arquitetura de Três Cabeças Reais
O Cerberus opera com três camadas independentes, cada uma responsável por uma dimensão irredutível do controle.
1️⃣ Cabeça Guardiã Externa — Testemunha Física
Uma máquina externa e isolada observa o sistema monitorado em tempo real. Recebe backup a quente contínuo, detecta alterações em nível de caractere, não confia no sistema que executa as mudanças e atua como âncora de verdade independente.
- Nenhuma alteração existe sem que uma entidade externa tenha visto e registrado.
2️⃣ Cabeça Residente — Memória Viva e Recuperação
Dentro do servidor monitorado, o Cerberus mantém a camada de consulta, correlação e restauração. Cada mutação gera um estado materializado, nunca sobrescrito. Estados são preservados como artefatos reais no filesystem e agentes de IA consultam esse histórico antes de agir.
- Rollback ocorre por retorno a estados que existiram de fato.
- Isso elimina reconstrução por diff, merge ou tentativa. A recuperação é determinística.
3️⃣ Cabeça Observadora — Consciência Operacional
Um agente ativo monitora serviços, processos, reinícios, falhas, degradações e as sequências temporais de eventos para construir uma linha do tempo causal. Ele responde com precisão: “O que mudou, quando, em qual contexto e com qual impacto”. Sem isso, não existe autonomia segura.
Governança por Estado, Não por Repositório
- Alterações não sobrescrevem
- Cada versão é um estado isolado no tempo
- Filesystem vira memória forense navegável
Isso permite auditoria humana direta, sem software intermediário. O histórico é a própria estrutura física dos dados.
Reconstrução Declarativa de Sistemas
O Cerberus reconstrói sistemas inteiros: configurações, código, agentes, estratégias e dados são empacotados como bundles, publicáveis em repositórios seguros e reaplicáveis para reconstrução total de servidores. Git é transporte, não fonte da verdade. O que é restaurado não é “conteúdo”, é identidade operacional.
Seleção de Estado e Intenção Operacional
Define o sistema versus o que pode ser regenerado, criando núcleo operacional mínimo, governança de intenção e controle do que é crítico. Nada entra no estado sem decisão explícita.
Execução Temporal e Multi-Destino
Scheduler próprio, execuções periódicas e reativas, múltiplos destinos simultâneos (local, espelho, NAS, remoto) com consistência de contexto. Mesmo sob carga extrema o Cerberus permanece íntegro.
O Que o CERBERUS Garante
- Nenhuma alteração sem testemunha
- Nenhuma execução sem memória
- Nenhuma falha sem explicação
- Nenhuma autonomia sem possibilidade de retorno
- Nenhum estado crítico sem prova material
Não é segurança reativa. É governança da mudança aplicada à autonomia.
Posicionamento Final
O CERBERUS transforma automação em responsabilidade operacional. Permite que IA atue em produção sem que a empresa perca controle sobre a própria realidade técnica. Não impede a mudança. Garante que toda mudança seja conhecida, compreendida e reversível.